Quando a inspiração de um blogue é a nossa vida...torna-se complicado alimentá-lo em altura de crise. Sim, a crise chega às palavras, à criação e a tudo o que nos rodeia. E como tudo o que é demais chateia, a crise já cansa.
O poder perdeu poder. A economia ganhou o espaço da sociedade. A sociedade perdeu os direitos. A vida resume-se a notícias desesperantes. O dia-a-dia é marcado por ilegalidades.
O mundo está impávido e sereno a assistir à sua auto-destruição.
Eu estou revoltada, mas recuso-me a lutar quando se junta à luta quem nos destruiu.
Adoptei uma bolha, que me protege. Tornou-se na minha melhor amiga.
Vivo por viver...porque sei que vou morrer sem ter direito a qualquer direito.
Não sei o que vai ser de mim, mas tenho em mente a frase: "Tens mentalidade de toxicodependente". Também me auto-destruo, supostamente...mas não destruo ninguém. E tenho só a mentalidade, imagino se tivesse a prática.
Salvem as baleias...e os golfinhos! É só o que peço...
Hablando de ...
uma vida, alguns sonhos ...
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
sábado, 29 de outubro de 2011
Puf...está quase no fim!
Um arrepio, um calafrio, uma dor...indignação?
Não consigo deixar de sentir a revolta dos dias que me ocupam a memória. Deixar de sentir a indignação daquilo que estamos a viver. É um arrepio de inocência social. Um calafrio de falta de competência. Uma dor de incompetência. Gostava que a maioria das pessoas entendesse aquilo que nos espera, como seres humanos. A auto-destruição está cada vez mais próxima. A estupidez é que o que nos destrói, a nós, seres humanos que sentem, é algo tão material como o dinheiro. Material ou virtual, como queiram. Um papel, um número...é a única coisa que nos faz viver!
Agiotas? Sim, são eles mesmos que nos estão a destruir.
Não consigo deixar de sentir a revolta dos dias que me ocupam a memória. Deixar de sentir a indignação daquilo que estamos a viver. É um arrepio de inocência social. Um calafrio de falta de competência. Uma dor de incompetência. Gostava que a maioria das pessoas entendesse aquilo que nos espera, como seres humanos. A auto-destruição está cada vez mais próxima. A estupidez é que o que nos destrói, a nós, seres humanos que sentem, é algo tão material como o dinheiro. Material ou virtual, como queiram. Um papel, um número...é a única coisa que nos faz viver!
Agiotas? Sim, são eles mesmos que nos estão a destruir.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Acredita!
No dia em que não acreditares, luta só mais um bocadinho...
A dor, o sofrimento, a procura incessante. Tudo o fazia pensar em desistir de tudo e dedicar os pensamentos apenas à família. Contudo, inconscientemente, foi lutando pela cinematografia que pretendia alcançar a qualquer custo. E isso quase lhe custou a vida. Levou-o à fragilidade psicológica, à depressão, à verdadeira hipocrisia do viver. Contudo, chegou o dia em que deixou mesmo de acreditar, baixou os braços e partilhou o sentimento com o mundo. Nesse mesmo dia, tudo mudou. O baixar dos braços é um "luta só mais um bocadinho"...conseguiu!
A dor, o sofrimento, a procura incessante. Tudo o fazia pensar em desistir de tudo e dedicar os pensamentos apenas à família. Contudo, inconscientemente, foi lutando pela cinematografia que pretendia alcançar a qualquer custo. E isso quase lhe custou a vida. Levou-o à fragilidade psicológica, à depressão, à verdadeira hipocrisia do viver. Contudo, chegou o dia em que deixou mesmo de acreditar, baixou os braços e partilhou o sentimento com o mundo. Nesse mesmo dia, tudo mudou. O baixar dos braços é um "luta só mais um bocadinho"...conseguiu!
terça-feira, 30 de agosto de 2011
...
Estava sentada no carro, olhava o mar e à frente tinha uma enorme ravina. Sentia que o mar a aproximava da realidade, mas a realidade é que o mar a afastava do mundo e a levava a mergulhar numa imensidão de pensamentos inacabados e confusos. A vida da Mariana estava prestes a mudar, o mundo iria dar-lhe aquilo que ela sempre quis. E ela? O que fazia? Pensava na última coisa que poderia pensar se soubesse o que estava prestes a acontecer-lhe.
Voltou para casa, pensou no avô que perdeu, no tio que partiu, nas doenças terminais que levaram a tia e o outro avô, na doença da avó, na depressão que tinha, nas irritações da mãe, no amor dos primos, no amor dos tios, na alegria dos vizinhos, no grito de felicidade da prima, na buzina do peixeiro, no pão quente pela manhã, no café queimado, no chá a ferver, nos biscoitos de manteiga e...chorou!
Era dia de trabalhar, partir para a normalidade, sorrir como se tudo corresse bem e como se aquela loja de roupa lhe permitisse ter o melhor emprego do mundo. Passavam clientes, colegas, calças, t-shirts, cintos, malas, bonés...futilidades. Ela sorria! Completou um horário de trabalho escandaloso e voltou para casa...abriu o email. E o rosto, que estava a voltar à depressão, sorriu. Conseguiu! Foi trabalhar, na área para a qual estudou. Alguém leu o currículo, inexperiente, e decidiu apostar na decência que a imagem dela transmitia.
Nada pode falhar, é agora! Passou um mês, dois, três, apareceu o amor, ficou feliz, duvidou, deu tudo e, de repente, começou a sentir-se deslocada. Ela sabia que dominava quem a rodeava. Estava deslocada e decidiram deslocá-la ainda mais, dizendo-lhe: "tens de dar mais, não és suficiente, tornaste-te dispensável em 8 meses". Fechou-se, era hora de explodir. Ou dominava para sempre, ou cruzava os braços. Levantou-se e dominou...
Voltou para casa, pensou no avô que perdeu, no tio que partiu, nas doenças terminais que levaram a tia e o outro avô, na doença da avó, na depressão que tinha, nas irritações da mãe, no amor dos primos, no amor dos tios, na alegria dos vizinhos, no grito de felicidade da prima, na buzina do peixeiro, no pão quente pela manhã, no café queimado, no chá a ferver, nos biscoitos de manteiga e...chorou!
Era dia de trabalhar, partir para a normalidade, sorrir como se tudo corresse bem e como se aquela loja de roupa lhe permitisse ter o melhor emprego do mundo. Passavam clientes, colegas, calças, t-shirts, cintos, malas, bonés...futilidades. Ela sorria! Completou um horário de trabalho escandaloso e voltou para casa...abriu o email. E o rosto, que estava a voltar à depressão, sorriu. Conseguiu! Foi trabalhar, na área para a qual estudou. Alguém leu o currículo, inexperiente, e decidiu apostar na decência que a imagem dela transmitia.
Nada pode falhar, é agora! Passou um mês, dois, três, apareceu o amor, ficou feliz, duvidou, deu tudo e, de repente, começou a sentir-se deslocada. Ela sabia que dominava quem a rodeava. Estava deslocada e decidiram deslocá-la ainda mais, dizendo-lhe: "tens de dar mais, não és suficiente, tornaste-te dispensável em 8 meses". Fechou-se, era hora de explodir. Ou dominava para sempre, ou cruzava os braços. Levantou-se e dominou...
terça-feira, 12 de julho de 2011
À 01.17
Uma letra. Uma palavra. Um espaço. Uma vírgula. Uma ideia. Um texto.
Quando acordas e olhas o mundo de forma diferente, quando acordas e sentes que te olham de forma diferente, quando acordas e vês que tudo é diferente, é porque sim, és capaz de ser diferente.
Todos somos diferentes, mas não gostamos de ver as coisas assim. Preferimos pensar que somos o único ser no Mundo que prima pela diferença e é aí que passamos a ser indiferentes.
As ideias surgem a uma velocidade vertiginosa, perigosa e impossível de parar. Quando tento passá-las, mostrá-las ao Mundo, já vou tarde. Procuro encontrá-las de novo, voltar atrás, lembrar-me, mas raramente consigo. É frustrante. Sou diferente porque não consigo parar o meu próprio raciocínio. Sou diferente porque tanto quero ir em frente para apanhar as ideias, como voltar atrás para ver o que restou delas. Sou diferente porque não consigo parar de pensar, nem parar para pensar. E por isso calma, sempre com muita calma, vou tentando aos poucos encontrar o que procuro, o que já passou por mim, o que quis agarrar e não consegui, o que quero agarrar mas...está longe. Ou perto. Não sei, nunca sei. Se volto para trás perco tempo, se vou em frente não sei o caminho. E agora? Fico aqui.
Quando acordas e olhas o mundo de forma diferente, quando acordas e sentes que te olham de forma diferente, quando acordas e vês que tudo é diferente, é porque sim, és capaz de ser diferente.
Todos somos diferentes, mas não gostamos de ver as coisas assim. Preferimos pensar que somos o único ser no Mundo que prima pela diferença e é aí que passamos a ser indiferentes.
As ideias surgem a uma velocidade vertiginosa, perigosa e impossível de parar. Quando tento passá-las, mostrá-las ao Mundo, já vou tarde. Procuro encontrá-las de novo, voltar atrás, lembrar-me, mas raramente consigo. É frustrante. Sou diferente porque não consigo parar o meu próprio raciocínio. Sou diferente porque tanto quero ir em frente para apanhar as ideias, como voltar atrás para ver o que restou delas. Sou diferente porque não consigo parar de pensar, nem parar para pensar. E por isso calma, sempre com muita calma, vou tentando aos poucos encontrar o que procuro, o que já passou por mim, o que quis agarrar e não consegui, o que quero agarrar mas...está longe. Ou perto. Não sei, nunca sei. Se volto para trás perco tempo, se vou em frente não sei o caminho. E agora? Fico aqui.
sábado, 2 de julho de 2011
Porque sim...
Entre um sorriso, um beijo, um olhar e um silêncio, eu sinto que te encontrei. Sim, tu Manel, estavas à minha espera? A realidade é que posso achar que sim, ou que não. Posso pensar simplesmente que tinha de acontecer. Apareceste no dia certo, na hora certa, no segundo exato, na esquina perfeita. Apareceste porque alguém sabia que precisava de te encontrar. Sim, foi isso. Eu sempre achei que o meu deus nunca me iria enganar. Na perfeição da natureza tu tinhas que existir. Já agora, posso aterrar ou vou continuar a voar? Por quanto tempo? Para sempre? Que seja...
terça-feira, 14 de junho de 2011
...1
Um forte batimento cardíaco, uma mão a tremer. Chegou!
Um encontro numa esquina, um abraço, um cigarro, um sorriso. Entrou!
Um café, outro cigarro, um táxi, uma porta a abrir, um beijo ou dois ou..., uma porta a fechar!
A fragrância, o toque, a barba, o abraço. Adeus! Mas já? Sim, calma...
Até amanhã.
Um encontro numa esquina, um abraço, um cigarro, um sorriso. Entrou!
Um café, outro cigarro, um táxi, uma porta a abrir, um beijo ou dois ou..., uma porta a fechar!
A fragrância, o toque, a barba, o abraço. Adeus! Mas já? Sim, calma...
Até amanhã.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Deixar marca
Eu não quero...
partir sem deixar,
sair discretamente,
abandonar sem marcar.
Eu só quero...
que nunca se esqueçam,
que se recordem.
Quero gravar,
pintar,
desenhar,
marcar.
Quero que me sintam.
A minha ausência terá presença,
a minha ausência será sentida,
a minha não presença será triste.
É isto, e só isto, que quero.
partir sem deixar,
sair discretamente,
abandonar sem marcar.
Eu só quero...
que nunca se esqueçam,
que se recordem.
Quero gravar,
pintar,
desenhar,
marcar.
Quero que me sintam.
A minha ausência terá presença,
a minha ausência será sentida,
a minha não presença será triste.
É isto, e só isto, que quero.
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